quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Seis trabalhadores são resgatados no Mato Grosso


Eles foram flagrados executando a tarefa de catação de raízes de soja sem as mínimas condições de segurança, dormindo em barracos de lona, sem sanitários adequados, utilizando para consumo a água de um córrego que passa no local

Brasília, 12/09/2008 - O Grupo Especial de Fiscalização Móvel da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso resgatou nessa semana seis trabalhadores em regime degradante de trabalho em Tapurá, município ao Norte do estado. Eles foram flagrados executando a tarefa de catação de raízes de soja sem as mínimas condições de segurança, dormindo em barracos de lona, sem sanitários adequados, utilizando para consumo a água de um córrego que passa no local.

O auditor fiscal do Trabalho, Mateus Nascimento, que coordena a blitz do Ministério do Trabalho e Emprego informou que alguns trabalhadores estavam no local a pelo menos seis meses em condições muito precárias. "A carne servida ao grupo era consumida durante uma semana e conservada sem nenhuma higiene", avalia.

No momento, a fiscalização está na fase de cálculo dos valores devidos. Os trabalhadores estão alojados no município de Sorriso, onde aguardam o pagamento das indenizações trabalhistas.

Atualmente, o Grupo Móvel conta com oito equipes nacionais que realizam blitz em propriedades rurais denunciadas por uso ilegal de mão-de-obra, com ênfase nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Há ainda as equipes regionais que realizam fiscalizações contra o trabalho escravo. O grupo é sempre composto por auditores do trabalho, procurador do Ministério Público do Trabalho e policiais federais.

No Mato Grosso, foram espossados em agosto desse ano 80 novos auditores para compor as equipes para atuar no Estado. No primeiro semestre do ano, o Grupo Móvel já realizou 16 ações de combate ao trabalho escravo em Mato Grosso, resgatando 192 trabalhadores. O objetivo é que as equipes atendam a demanda, principalmente na área rural. O Mato Grosso ocupa o segundo lugar no ranking do trabalho escravo no Brasil, perdendo apenas para o Pará.

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